A Associação das Donas de Casa do Estado de Goiás foi fundada por Rute Mandella em 30 de maio de 1996, com o intuito de defender, orientar e incentivar o relacionamento entre as donas de casa, objetivando o fortalecimento da classe na luta por seus direitos.
Em dezembro de 2000, assume interinamente a então vice-presidente, Maria das Graças Santos, sendo eleita presidente no ano de 2004. Inicia-se aí uma nova história, com a implantação dos núcleos da ADC nos vários setores de Goiânia e da grande Goiânia. As mulheres foram convocadas a participação efetiva na luta em defesa do Código do Consumidor. Lideranças foram sendo reconhecidas em cada região, facilitando a expansão dos programas de cursos de capacitação nas áreas de artesanato e culinária, bem como cursos de orçamento doméstico objetivando cada vez mais que a dona de casa pudesse contribuir no orçamento familiar, elevando por conseqüência, sua alta estima e melhorando a convivência familiar.
Principais conquistas da ADC –GO:
Melhoria da qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores, bem como melhoramento no sistema de lacre das embalagens, quem não se lembra da dificuldade de abrir uma lata de extrato de tomate, de creme de leite, de ervilhas etc?
Contra ‘maquiagem” dos produtos oferecidos aos consumidores. Prática desmascarada pela ADC que convocou a imprensa para mostrar a diminuição da quantidade de produtos nas embalagens, haja vista a mudança de 40 p/ 30 metros no rolo de papel higiênico, de 10 p/ 8 unidades de buchas na palha de aço e na diminuição da quantidade em shampoos e cremes em geral. Atualmente estes mesmos produtos são disponibilizados com a obrigatoriedade da menção da alteração, facilitando ao consumidor a análise da conveniência ou não, na aquisição do produto;
Em 2002, representando os consumidores na CPI do leite, a ADC-GO juntamente com outras entidades envolvidas, participa dos trabalhos onde se pretende averiguar a existência de um suposto cartel no ramo, que questionava o elevado preço do produto em oposição ao baixo preço pago na época aos produtores, além da qualidade do leite e derivados. Os trabalhos constataram a existência de produtos em pó oferecidos como modificados e leite líquido quando se tratava de apenas soro do mesmo;
No ano de 2003 a ADC-GO foi às ruas para combater os altos preços da cesta básica, quando o pacote de 5 quilos de arroz do tipo 1 chegou a variar entre R$ 10 e R$ 12 reais; e 1 quilo de farinha de trigo em especial era oferecido por R$ 1,99 podendo hoje ser adquiridos ao preço de R$ 4,99 e 1,19, respectivamente. Esta queda se deu em virtude de luta iniciada pela ADC em 1999, quando solicitou a redução da alíquota de impostos dos produtos da cesta básica onde a alíquota do arroz caiu de 17% (dezessete por cento) para 3% (três por cento). No mesmo ano, iniciou-se o trabalho, visando a regulamentação para o frango temperado e a fiscalização para o produto congelado, quando os mesmos eram vendidos com excesso de miúdos e água, culminando com a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta junto ao Ministério Público Federal, entre Procon Estadual e Abatedouros de aves que pôs fim as irregularidades existentes no setor;
Paralelamente a estes trabalhos, em junho de 2003, a ADC-GO tendo conhecimento da existência de projeto de lei propondo a aposentadoria das donas de casa. Formou-se uma comissão de 100 mulheres que se dirigiram a Brasília para pedir apoio do então Ministro da Previdência Ricardo Berzoini na aprovação do referido projeto que se encontrava paralisado em Comissão da Câmara Federal, sem perspectiva de aprovação. A partir daí, houve por parte da ADC uma grande movimentação junto a outras organizações que culminaram com a implantação de vários comitês na capital e interior de Goiás, bem como em outros estados da federação a fim de trabalharem em prol da aprovação do mesmo. Por iniciativa da autora do projeto realizou-se em março de 2004 a I Marcha a Brasília, quando foi entregue ao Presidente da Câmara Federal 1.500.000 assinaturas pedindo a aprovação da proposta de aposentadoria para donas de casa. Seguiu-se na luta e com o mesmo propósito, em março de 2005 realizou a II Marcha à cidade de Brasília, buscando apoio junto aos parlamentares a fim de apressar a votação do projeto. Sensibilizados com a luta, a Câmara Federal aprovou, por unanimidade, em 30 de junho de 2005 a aposentadoria para as donas de casa e o reconhecimento das mesmas como mulheres trabalhadoras. Dando seqüência a luta, em março de 2006 a ADC-GO coordenou a III Marcha Nacional de 6.000 mulheres, levando ao Presidente em exercício, José de Alencar, uma carta das donas de casa acompanhada de 1.800.000 assinaturas pedindo a regulamentação da lei;
Atendendo requerimento da ADC-GO formulado em dezembro de 2004, o INMETRO implementou fiscalização aos copos descartáveis, onde se constatou a baixa qualidade dos mesmos, culminando em 14 de março com a assinatura de um Termo de Ajustamento no Ministério Público Federal entre todos os fabricantes nacionais estabelecendo que a partir de 31 de marco nenhum copo poderia ser fabricado fora das especificações do INMETRO, estabelecendo ainda o prazo de noventa dias para desova dos estoques existentes.
Faz parte da luta da ADC-GO a derrubada da assinatura básica da conta de água e das contas de telefones fixos e celulares, bem como a retirada do Estado de Goiás do Horário de Verão por entender que o mesmo não reduz o consumo, além de contribuir para o aumento da criminalidade.
Hoje a trabalhadora do lar conhece o valor de sua participação e cada vez que uma dona de casa se sente lesada em seus direitos a ADC é convocada e se faz presente. Sabemos que se trata de um trabalho lento e de pouco reconhecimento mas que agora, também fazem parte do processo de aperfeiçoamento de nossa sociedade.
A Associação das Donas de Casa do Estado de Goiás é reconhecida de Utilidade Pública Estadual e Municipal, e participa dos Conselhos de Energia Elétrica (CONCEG), Saúde, De Segurança Alimentar (CONSEA) e no Conselho de Defesa do Consumidor (CONDECON) bem como no Conselho Estadual da Mulher (CONEM) com atuação veemente. |